Planeta Global

Domingo, 25 de Agosto de 2019

MISS UNIVERSO 1976

Hong Kong, conhecida em todo o mundo pelo seu porto natural e cenográfica baía como a Pérola do Oriente, seria a cidade escolhida para sediar o jubileu de prata do Miss Universo. Pela quinta vez o concurso era realizado fora dos Estados Unidos, e pela segunda na Asia depois de Manila em 1974. Com o intuito de melhorar a imagem da colônia britânica no exterior, um tanto comprometida nos últimos anos por uma série de incidentes, a Television Broadcasts Limited, o primeiro canal comercial de Hong Kong, patrocinou o evento, comprando os direitos de transmissão e fornecendo seu próprio satélite para transmitir a 25ª edição do concurso.

Um número recorde de 73 candidatas chegariam a Hong Kong para disputar o cobiçado título. Quatro pequenas nações faziam a sua estreia: a ex-colônia britânica de Barbados, com Jewell Nightingale, o pequeno território holandês no Caribe de Sint Maarten, com Angela Huggins, o protetorado americano no Oceano Pacífico de Marianas do Norte, com Candelaria Flores Borja, e a Papua-Nova Guiné, representado por Eva Regina Arni, vencedora do titulo de Miss Asia 1975. Outros três países retornavam à competição: Noruega com Bente Lihaug, Honduras com Victoria Pineda, e Suriname com Peggy Van der Leuv. No entanto, haveria também algumas deserções, como as de Haiti e Marrocos, cujos concursos nacionais tinham sido cancelados, além da Micronésia, que após a sua estreia na edição anterior abandonaria definitivamente o certame. Embora as representantes do Líbano, Ramona Karam, de Belize, Janet Joseph, e da Jamaica, Angela Ruddock, fossem aguardadas em Hong Kong, nenhuma delas chegaria à destinação, enquanto Antigua e as Ilhas Virgens Britânicas decidiriam adiar a sua estreia para o próximo ano.

Um mês antes de partirem para Hong Kong, diversas candidatas europeias tinham partecipado em Rodes, Grécia, do Miss Europa 1976, conquistando algumas bons resultados, como a suíça Isabella Fischbacher, 1st runner-up, a grega Melina Michailidou, 3rd runner-up, e a norueguesa Bente Lihaug, Top 7. Também concorreram as representantes da Austria, Heidi-Marie Passian, Bélgica, Yvette Aelbrecht, Inglaterra, Pauline Davies, França, Monique Uldaric, Irlanda, Elaine O'Hara, Luxemburgo, Monique Wilmes, Espanha, Olga Fernández, Suécia, Caroline Westerberg, e Gales, Sian Helen Adey- Jones, mas sem obterem o mesmo sucesso. Devido ao Miss International 1977 ser realizado este ano concomitantemente ao Miss Universo, nenhuma candidata pôde participar dos dois concursos, embora duas concorrentes tivessem partecipado do certame no ano anterior: Miss Holanda, Nannetje Nielen, e Miss Canadá, Normande Jacques, semifinalista nessa ocasião. A canadense tinha precedentemente concorrido em 1975 também ao Miss Mundo, assim como as candidatas de Aruba, Cynthia Bruin, Irlanda, Elaine O'Hara, e Malta, Mary Grace Ciantar, além das representantes de Mauritius, Marielle. Tse-Sik-Sun, e da Argentina, Lilian De Asti, as únicas entre elas a serem semifinalistas em Londres.

Antes de partirem para Hong Kong, diversas candidatas visitariam por alguns dias Nova York. Durante os eventos promovidos pela organização, uma concorrente tinha se destacado pela sua personalidade e inteligência de maneira especial: a israelense Rina Messinger. Embora Israel fosse um dos países mais bem sucedidos no concurso, com seis finalistas e dez semifinalistas em 20 anos, o risco decorrente da eleição de uma sua representante tinha até o momento dificultado a conquista do titulo. Todavia, a graciosa ex-sargento do exército israelense tinha encantado seus interlocutores ao ponto de se tornar a grande favorita à coroa antes mesmo de chegar ao destino final

Particularmente competitivas nesta edição eram também as três representantes britânicas: a modelo Pauline Davies, Miss Inglaterra, a sensual loira Sian Adey-Jones, Miss Gales, e a encantadora Carol Grant, Miss Escócia, considerada por muitos o mais belo rosto em competição. Não obstante a distância geográfica, a deslumbrante Julie Ismay, Miss Austrália, possuia igual classe e estilo das suas adversárias europeias. Entre as escandinavas, a preferência do público ia para a Miss Noruega, Bente Lihaug, mas boas chances de passarem a primeira seleção tinham também as representantes da Holanda, Nannetje Nielen, Alemanha, Birgit Hamer, Suíça, Isabelle Fischbacher, e França, Monique Uldaric, a primeira vencedora do concurso nacional vinda do território no Oceano Pacífico de Reunião. Entre as belezas mediterrâneas, a italiana Diana Scapolan era a que mais tinha chamado a atenção dos jornalistas.

Igualmente competitivo era o grupo formado pelas candidatas da América do Sul, no qual se destacavam sobretudo a argentina Lilian De Asti, a chilena Verônica Sommer, a peruana Rocio Lazcano, e a colombiana Maria Helena Reyes. Como 1st runner-up no Miss Venezuela, Judith Castillo era destinada inicialmente a representar o país no Miss Mundo, mas acabaria substituindo a vencedora original, Elluz Peraza, devido a renúncia desta para casar-se. Embora o aspecto tipicamente latino de Judith tivesse sido criticado por parte da opinião pública, ela conquistaria muitos admiradores em Hong Kong graças ao seu charme e simpatia. Dando os primeiros sinais de decadência, pela primeira vez desde 1954 o nome da representante brasileira, Katia Celestino, nunca era mencionado entre as possíveis semifinalistas. Miss Porto Rico, Elizabeth Zayas, e a graciosa Miss Curaçao, Anneke Dijkhuizen, eram as concorrentes das ilhas do Caribe que mais frequentemente apareciam nos elencos de favoritas. Embora a eleição de Barbara Peterson como Miss USA, a primeira representante do estado de Minnesota a vencer o titulo nacional, não tivesse sido recebida com muito entusiasmo, a sua presença no Top 12 era obviamente dada como certa.

Apesar do concurso ser realizado no Oriente, a única candidata da região a ter um certo destaque era a encantadora Miss Hong Kong, Rowena Leung-Wai, não somente por ser a representante do país anfitrião, como normalmente acontecia nas edições passadas, mas pela sua beleza e preparação. Embora tivessem chegado às semifinais no Miss Mundo, poucos acreditavam que as exóticas Miss Sri Lanka, Genevieve Parsons, e Miss Mauritius, Marielle Tse-Sik-Sun, conseguissem o mesmo resultado em Hong Kong, assim como a indiana Naina Balsaver, a única vencedora do Miss Femina India a ser designada como representante do país no Miss Universo e no Miss Mundo.

Outras concorrentes europeias eram as representantes da Irlanda, Elaine O'Har, Suécia, Caroline Westerberg, Dinamarca, Brigitte Trolle, Finlândia, Suvi Lukkarinen, Islândia, Gudmunda Johannesdóttir, Austria, Heidi-Marie Passian, Bélgica, Yvette Aelbrecht, Luxemburgo, Monique Wilmes, Espanha, Olga Fernández, Iugoslávia, Svetlana Radojcic, Turquia, Manolya Onur, e Malta, Mary Grace Ciantar. Entre as candidatas das Américas competiam também a Miss Canadá, Normande Jacques, Miss México, Carla Evert Reguera, Miss Guatemala, Blanca Montenegro, Miss Honduras, Victoria Pineda, Miss El Salvador, Mireya Calderon, Miss Nicarágua, Ivannia Navarro, Miss República Dominicana, Norma Lora, Miss Costa Rica, Silvia Jimenez, Miss Panamá, Carolina Chiari, Miss Equador, Gilda Plaza, Miss Bolívia, Carolina Aramayo, Miss Paraguai, Nidia Cardenas, Miss Uruguai, Lelia Vinas, Miss Suriname, Peggy Vandeleuv, Miss Aruba, Cynthia Bruin, Miss Sint Maarten, Angela Huggins, Miss Trinidad &Tobago. Margaret McFarlane, Miss Bahamas, Sharon Smith, Miss Ilhas Virgens Americanas, Lorraine Baa, e Miss Bermudas, Vivienne Hollis. As demais candidatas dos países asiáticos e do Oceano Pacífico eram as representantes da Tailândia, Katareeya Areekul, Singapura, Linda Tham, Malásia, Teh-Faridah Norizan, Indonésia, Juliarti Rahayu, Filipinas, Lizabeth de Padua, Coreia, Chung Gwanghyun, Japão, Miyako Iwakuni, Papua-Nova Guiné, Eva Regina Arni, Samoa Americana, Taliilani Letuli, Nova Zelândia, Janey Kingscote. Guam, Pilar Laguana, Marianas do Norte, Candelaria Flores Borja, e Tahiti, Amiot Mora. Apenas duas candidatas vinham do continente africano: Miss Libéria, Lorraine Wede Johnson, e Miss República da África do Sul, Cynthia Classen.

Faltando apenas duas semanas ao evento final, um grave episódio influenciaria de certa forma o concurso. Durante uma escala em Atenas, um voo da Air France com destino Tel Aviv seria sequestrado por terroristas da Frente Popular para a Libertação da Palestina e das Células Revolucionárias Alemãs, obrigando os pilotos a aterrissarem inicialmente em Bengasi, Líbia, para em seguida partirem para o Aeroporto de Entebbe, Uganda. Após, serem recebidos pessoalmente pelo ditador Idi Amin, os guerrilheiros libertariam 148 passageiros, retendo porém outros 94, sobretudo israelenses, e os 12 membros da tripulação. Temendo pela vida dos reféns, o serviço secreto israelense planejaria uma missão de resgate, que se tornaria a mais complexa jamais realizada. Cem comandos do exército de Israel voariam para Uganda, e numa operação durada apenas 90 minutos, matariam os sequestradores e 45 militare ugandenses, libertando todos os passageiros e a tripulação. Preocupados com possíveis represálias, um gigantesco esquema de segurança seria montado para a proteção da candidata israelense pelos organizadores do Miss Universo.

A férrea disciplina imposta durante o confinamento, além da arrogância de um dos ensaiadores, levaria a exasperação muitas candidatas, sobretudo latino-americanas, que se queixariam com a organização. Devido ao número excessivo de eventos, a Miss Turquia chegaria a desmaiar de cansaço. Além disso, não habituadas a picante culinária local muitas concorrentes teriam problemas estomacais. Ao ser informada que sua mãe tinha ficado gravemente ferida em um acidente automobilistico. Miss Tahiti, Amiot Mora, abandonaria o concurso poucos dias antes da competição preliminar, fazendo com que o número de participantes caisse para 72. Na tradicional pesquisa sobre qual era a personalidade mundial mais admirada pelas candidatas, a maioria tinha citado a própria mãe, deixando em segundo plano o Papa Paulo VI, o Presidente Norte-Americano Gerald Ford, e o boxeador Mohamed Ali.

Alguns dias antes do grande evento, as concorrentes seriam entrevistadas pelos jurados, e em seguida se daria como sempre a seleção preliminar, cujo resultado só seria revelado porém na noite final. Durante a competição, seriam anunciados os nomes das vencedoras dos prêmios especiais. O troféu de Miss Fotogenia iria pela terceira vez para uma representante da Inglaterra, Pauline Davies, enquanto o de Melhor Traje Típico seria atribuido à Rocio Lazcano, a segunda peruana a triunfar nesta categoria. Pelo segundo ano consecutivo, a escolhida para titulo de Miss Simpatia seria a representante de Trinidad & Tobago, Margaret McFarlane.

No dia 11 de julho, a 25° edição do concurso seria realizada no imponente Lee Theatre de Hong Kong. Todavia, devido à enorme diferença horária, o evento seria visto no hemisfério ocidental na noite anterior. Bob Barker apresentaria uma vez mais a competição com a assistência de Helen O'Connell. O espetáculo seria transmitido para todo o mundo pela rede da CBS e pela Broadcast Television de Hong Kong. O Ballet Folclórico Nacional se ocuparia dos números musicais. Somente 600 pessoas tiveram o privilégio de assistir pessoalmente à competição, pagando US$ 1.000 o ingresso, uma cifra exorbitante para a época. Por razões de segurança, todos espectadores tiveram que passar pelos detectores de metal antes de entrar no teatro.

A bancada de jurados era composta pela bailarina inglesa Dame Margot Fonteyn; a atriz sueca Britt Ekland; o cineasta e ator franco-polonês Roman Polanski; o empresário italiano Aldo Gucci; o jogador de futebol americano Fred Williamson; o empresário britânico David Newbigging; a atriz brasileira Florinda Bolkan; o produtor de televisão de Hong Kong Run Run Shaw; o príncipe francês Henri D'Orleans; e a Miss Universo 1966, Margareta Arvidsson, agora uma famosa modelo internacional.

O som de um gongo daria início ao espetáculo, ao qual seguiria um vídeo sobre Hong Kong e o tradicional Opening Number com as candidatas em seus trajes típicos. Logo depois, seria a vez da Parade of Nations com as concorrentes se apresentanto ao público diante um majestoso cenário que simulava dois navios chineses navegando no oceano.

Após um breve intervalo, os telespectadores puderam admirar todas as candidatas em traje de banho durante o Catalina Fashion Show, filmado nos pontos mais exóticos de Hong Kong e Macau.

Em seguida, todas concorrentes retornariam ao palco para o anúncio das 12 semifinalistas. Estas eram: Miss Inglaterra, Pauline Davies; Miss Curaçao, Anneke Dijkhuizen; Miss Hong Kong, Rowena Leung-Wai; Miss Israel, Rina Messinger; Miss Argentina, Lilian De Asti; Miss Australia, Julie Ismay; Miss Noruega, Bente Lihaug; Miss Chile, Veronica Sommer; Miss Colômbia, Maria Helena Reyes; Miss Gales, Sian Adey-Jones; Miss Venezuela, Judith Castillo; e a Miss Escócia, Carol Grant.

Apesar da eliminação de algumas belas candidatas, a verdadeira surpresa da noite seria a exclusão da Miss USA das semifinais, algo nunca acontecido na história do concurso, e ironicamente justo no ano em que os Estados Unidos celebravam o seu 200º aniversário de Independência. Repetindo o mesmo resultado de 1961, pela segunda vez as três representantes britânicas estavam entre as semifinalistas, assim como as representantes da Australia e de Hong Kong, na época colônia britânica, a única oriental do Top 12. Noruega era o único país da Europa continental presente no Top 12. Embora nenhuma candidata negra tivesse sido selecionada, Curaçao entraria pela segunda vez entre as semifinalistas, 8 anos depois do Anne Marie Braafheid, 1st runner-up em 1968.

Durante a entrevista com as semifinalistas, a graciosa Miss Venezuela surpreendeu o público ao recitar alguns versos em cantonês. Entre um segmento e outro, a simpática Helen O'Connell se encarregaria de dar algumas noções geográficas sobre a Hong Kong, enquanto Bob Barker apresentaria as três antigas vencedoras da competição presentes no teatro: Akiko Kojima, Miss Universo 1959, Margie Moran, Miss Universo 1973, e Armi Kuusela, Miss Universo 1952

Depois da desfilarem com as típicas sombrinhas chinesas em traje de banho, as semifinalistas se apresentariam em vestido de gala, e finalmente os nomes das 5 finalistas seriam revelados. Estas eram: Miss Venezuela, Judith Castillo; Miss Israel, Rina Messinger, Miss Gales, Sian Adey-Jones; Miss Escócia, Carol Grant; e Miss Australia, Julie Ismay.

O Top 5 não surpreendeu a plateia, já que todas as selecionadas eram consideradas favoritas desde o início do confinamento. Finalista pela sétima vez, Israel parecia estar com a coroa finalmente ao seu alcance. Austrália e Venezuela prosseguiam com os bons resultados alcançados nas últimas edições. Gales chegava pela 3° vez na fase final, enquanto a bela Miss Escócia era a primeira representante da nação a fazer parte do Top 5.

Este ano, a cada finalista caberia uma pergunta diferente. A melhor resposta seria dada pela candidata israelense, que ao ser questionada sobre qual país ela mais desejasse conhecer declararia: “Um país árabe, mesmo sabendo que isto é impossível”.

A esse ponto, todas as candidatas retornariam ao palco para o anúncio da decisão final dos jurados. Esta era: 4th runner-up, Miss Australia, Julie Ismay; 3rd runner-up, Miss Escócia, Carol Grant; 2nd runner-up, Miss Wales, Sian Adey-Jones; 1st runner-up, Miss Venezuela, Judith Castillo; e Miss Universo 1976, Miss Israel, Rina Messinger.

Como de tradição, a nova Miss Universo seria coroada pela sua antecessora, a finlandesa Anne Marie Pohtamo. Rina doaria parte dos US$ 1.000 vencidos em prol dos soldados israelenses feridos.

Depois de 6 finalistas e 9 semifinalistas, Rina Messinger finalmente daria ao seu país o tão cobiçado titulo. Todavia, a sua vitória marcaria também o declínio de Israel no concurso, e nas quatro décadas sucessivas o país chegaria às semifinais apenas em três ocasiões. Para o desgosto dos seus detratores, a encantadora Judith Castillo seria a segunda representante do país desde Mariela Perez em 1967 a quase vencer a coroa. Três anos depois, o triunfo de Maritza Sayalero daria início a escalada da Venezuela nos concursos, tornando-se em poucos tempo a incontestável maior potência. Com Sian Adey-Jones, Gales alcançaria pela última vez o Top 5, enquanto a excelente classificação da escocesa Carol Ann Grant seria superada dois anos depois, com o 1st runner-up de Linda Gallagher. Com o 4th runner-up de Julie Ismay, a Australia fecharia o afortunado ciclo iniciado em 1970, alcançando nos anos seguintes apenas duas vezes a fase final, até a vitória de Jennifer Hawkins em 2004.

Filha de um piloto da Força Aérea israelense e de uma professora, Rina Messinger nasceu no dia 16 de fevereiro de 1956 em Kiryat Tiv'on, uma vilarejo não distante de Haifa. Após concluir o serviço militar com o grau de sergente, ela cursava a Faculdade de Engenharia Aerodinâmica no Instituto de Tecnologia de Haifa quando concorreu ao Miss Israel. Logo após a coroação, durante o encontro com os jornalistas Rina se negaria a a responder perguntas sobre a situação do Oriente Médio, declarando que a sua finalidade era mostrar ao mundo que Israel tinha também outra realidade além da guerra. Contudo, devido ao temor de atentados terroristas, ela seria submetida a extraordinárias medidas de segurança durante todo o reinado. Mesmo assim, Rina desempenharia normalmente as suas funções de Miss Universo, e no seu retorno a Israel seria recebida com todas as honras pelo presidente do país e pelos membros da Knesset.

O Miss Mundo 1976 seria realizado em novembro no Royal Albert Hall de Londres. Miss Jamaica, Cindy Breakspeare, venceria o segundo título para o seu país, enquanto a Miss Reino Unido, Carol Grant, 3rd runner-up no Miss Universo representando a Escócia, alcançaria a mesma posição obtida em Hong Kong. Nenhuma das candidatas que participaram dos dois eventos, entre elas a Miss Bélgica, Yvette Aelbrecht, Miss Bermuda, Vivienne Hollis, Miss França, Monique Uldaric, Miss Luxemburgo, Monique Wilmes, Miss México, Carla Evert Reguera e Miss Peru, Rocío Lazcano, chegariam as semifinais. Miss India, Naina Balsaver, renunciaria a participar da competição pela presença de duas candidatas sul-africanas, uma branca e outra negra, no concurso.

Miss Noruega, Bente Lihaug, venceria o Miss Escandinávia 1977, enquanto a finlandesa Suvi Lukkarinen seria 2nd runner-up, e a sueca Caroline Westerberg 4th runner-up.

Miss Gales, Sian Adey-Jones, 2nd runner-up no Miss Universo, competeria ao Miss Internacional 1977 como Miss Grã-Bretanha, mas não chegaria às semifinais, assim como a norueguesa Bente Lihaug e a belga Yvette Aelbrecht.

Miss Holanda, Nannetje Nielen, tentaria a sorte ainda no Miss Mundo 1979, mas novamente sem sucesso.

Após concluir seu ano de reinado, Rina Messinger trabalharia como relações públicas para a Agência Judaica de Nova York. Depois de quatro anos, ela voltaria para Israel, onde exerceria a mesma função para grandes empresas. Em seguida, Rina se casaria com um bem sucedido empresário, e o casal teria duas filhas. Em 1981, ela publicaria um livro de memórias sobre a sua experiência como Miss Universo, no qual descrevia também o lado menos glamouroso de ser a mulher mais bela do mundo. Após terminar a faculdade de Direito, Rina se mudaria com a família para a Holanda, onde concluiria o seu mestrado, especializando-se em Direito de Família. Depois de seis anos na Europa, ela retornaria a viver em Israel, onde além de trabalhar para um dos mais importantes escritórios de advocacia do país, apresentaria também um popular programa de televisão semanal sobre legislação familiar.