Planeta Global

Domingo, 25 de Agosto de 2019

MISS UNIVERSO 1973

Afrodite, a deusa do amor da mitologia grega, venceria a maçã de ouro na disputa com Hera e Athena naquela que poderiamos considerar a primeira competição de beleza. Qual cenário seria mais perfeito que Atenas para sediar a 22º edição do Miss Universo, deve ter pensado o engenheiro Chrysanthos Dimitriadis, um partidário da Ditadura dos Coronéis que governava a Grécia, com o apoio dos Estados Unidos, desde 1967. Não obstante a repressão, o país vivia um período de grande crescimento econômico, e a realização de um popular evento internacional traria benefícios, segundo as autoridades, a indústria do turismo local. Assim, dispondo agora de inovações tecnológicas que possibilitavam a transmissão da concurso ao outro lado do oceano, pela primeira vez o Miss Universo seria sediado na Europa.

Um total de 61 candidatas de todo o mundo chegariam a Atenas para competir ao cobiçado título, mas somente um país faria a sua estreia nesta edição: Chipre, representado por Johanna Melaniodos, que como terra natal de Afrodite não poderia perder tal oportunidade. Contudo, outros países fariam seu retorno ao concurso este ano, como Ceilão, com Shiranthi Wickremesinghe, Panamá, com Jeanine Lizuaín, Nicarágua, com Ana Cecilia Saravia, e Trinidad & Tobago, com Camella King. Após renunciar a participar da edição anterior pelo temor de possíveis ataques terroristas, que impedira até mesmo a Miss Universo reinante, Georgina Rizk, de coroar sua sucessora, o Líbano fazia a sua volta à competição com Marcelle Herro. Em contraste, pela primeira vez desde a sua criação, Peru não estava presente, devido à proibição do novo presidente do país, inimigo jurado dos Estados Unidos, que impediria a vencedora do certame nacional, Mary Núñez, de participar. Com o cancelamento dos respectivos concursos nacionais, Iraque e Zaire abandonariam por longo tempo a competição, enquanto algumas das concorrentes inicialmente esperadas em Atenas, entre elas a Miss Bahamas, Cyprianna Munnings, Miss Islândia, Katrin Gisladóttir, e Miss Equador, Ana Patricia Rivadeneira, nunca chegariam a destinação.

Não havia nesta edição uma clara grande favorita à coroa, já que muitas eram as candidatas em competição a disputarem a preferência do público e da imprensa. Amanda Jones, Miss USA, uma bela morena de Evanston, Illinois, era aquela que mais frequentemente vinha mencionada como a possível vencedora. Militante feminista, Amanda inicialmente relutaria a participar dos concursos, porém, certa que não iria muito longe, acabaria cedendo aos pedidos de seu agente. Desmentindo as suas previsões, mesmo sem esconder as suas opiniões progressistas, declarando-se a favor do aborto e contra a Guerra do Vietnã, graças a sua beleza e inteligência Amanda venceria facilmente o terceiro titulo de Miss USA para o seu estado. Uma das suas principais adversárias era sem dúvida, Limor Schreibman, Miss Israel, uma belíssima ruiva de Tel Aviv que tinha conquistado com o seu sorriso uma legião de admiradores, apesar das limitações a que era submetida por motivos de segurança devido ao massacre acontecido durante os Jogos Olímpicos de Munique no ano anterior. Como se não bastasse, a explosão de uma bomba em Atenas durante o confinamento, reinvindicada por um grupo terrorista palestiniano que exigia a sua exclusão do certame, obrigaria a organização a reforçar o esquema de segurança, com um grupo de policiais que seguiriam a candidata por todo o tempo, chegando a se instalar em um quarto ao lado do seu para controlar qualquer movimento suspeito. Outra concorrente extremamente popular entre os seguidores do concurso era Aina Walle, Miss Noruega, uma encantadora ruiva crescida na Africa, onde seus pais operavam como missionários. Depois de uma década sem obter resultados expressivos, a Alemanha parecia finalmente voltar aos seus anos dourados graças a deslumbrante loira Dagmar-Gabrielle Winkler, a mais bela representante enviada pelo seu país desde Marlene Schmidt, Miss Universo 1961. Apesar de pouco mencionada inicialmente, com o passar dos dias viria a juntar-se ao elenco de possíveis finalistas Margarita “Margie” Moran, Miss Filipinas, uma elegante e charmosa modelo e bailarina de Manila que podia gabar-se de possuir uma ilustre ascendência: seu avô tinha sido o primeiro presidente do arquipélago ao se tornar um estado independente.

Duas representantes da Escandinávia apareciam também regularmente entre as favoritas: Miss Suécia, Monica Sundin, e Miss Finlândia, Raija Kaarina Stark, enquanto Miss Austria, Roswitha Kobald, e a Miss Suíça, Barbara Schöttli, eram as únicas candidatas da Europa Central a serem levadas em consideração. Pouca atenção tinha despertado também o grupo de concorrentes vindas dos países mediterrâneos, com exceção da carismática anfitriã, Sikta Papadaki, Miss Grécia, e da cativante loira andalusa María Del Rocío Martín, Miss Espanha. Depois da estrondosa vitória de Georgina Rizk dois anos antes, o Líbano voltava ao concurso com outra estupenda candidata, Marcelle Herro, cujos deslumbrantes olhos verdes seduziriam inumeráveis fãs.

A América do Sul estava presente em Atenas com diversas candidatas competitivas, como a linda morena Sandra Mara Ferreira, Miss Brasil, a charmosa Susana Romero, Miss Argentina, e a fascinante Ana Lucia Agudelo, Miss Colômbia. Além destas, o grupo podia contar também com outras potenciais semifinalistas: Miss Chile, Jeanette Robertson, Miss Venezuela, Desejo Rolando, e Miss Bolívia, Roxana Sittic Harb. Diversamente, excluindo a mexicana Rossana Moreno, os nomes das demais concorrentes latino-americanas raramente eram mencionadas entre as favoritas. Por outro lado, a exuberante beleza de Ingeborg Zielinski, Miss Curaçao, seguramente não passava despercebida, assim como aquela de duas esculturais concorrentes negras: Miss Ilhas Virgens Americanas, Cindy Richards, e Miss Trinidad & Tobago, Camella King.

Graças à sua sóbria elegância, Miss India, Farzana Habib, era dada como presença certa entre as semifinalistas, enquanto com a sua espontânea simpatia, Miss Japão, Miyoko Sometani, podia conseguir outra vaga para a Asia. Mesmo estando presente na competição com apenas três candidatas, a Oceânia tinha condições de chegar às semifinais com duas espetaculares loiras: Miss Australia, Susan Mainwaring, e Nova Zelândia, Pamela King.

Também competiam entre as europeias as representantes da Dinamarca, Anette Grankvist, Irlanda, Pauline Fitzsimons, Escócia, Caroline Meade, Gales, Deirdre Greenland, Inglaterra, Veronica Ann Cross, Bélgica, Christiane Devisch, Portugal, Carla Barros, Luxemburgo, Lydia Maes, França, Nadia Krumacke, Itália, Antonella Barci, Chipre, Johanna Melaniodos, Malta, Marthese Vigar, e Turquia, Yildiz Arhan. As Américas estavam presentes com as candidatas do Canadá, Deborah Ducharme, El Salvador, Gloria Romero, Honduras, Nelly Marmol, Nicarágua, Ana Cecilia Lanzas, Costa Rica, María Badilla, Panamá, Jeanine Lizuaín, República Dominicana, Lili González, Porto Rico, Gladys Díaz, Suriname, Yvonne Ma Ajong, Paraguai, Teresita Cano, Uruguai, Yolanda Ferrari, Aruba, Monica Oduber, Jamaica, Reta Chambers, e Bermudas, Judy Richards. As demais concorrentes da Asia e da Oceânia eram: Miss Ceilão, Shiranthi Wickremesinghe, Miss Tailândia, Kanok-orn Boonma, Miss Singapura, Debra de Souza, Miss Malásia, Margaret Loo Tai-Tai, Miss Hong Kong, Elaine Wing-Yin, Miss Coreia, Kim Youngjoo, e Miss Guam, Beatrice Benito. Nenhum país africano estava presente nesta edição.

Devido o intenso calor em Atenas no verão, os ensaios tinham que ser realizados de meia-noite às cinco da manhã, obrigando as concorrentes a dormirem durante o dia. Assim como em passadas edições, por causa dos conflitos existentes entre os dois países, a Miss Líbano, única candidata árabe em competição, se negaria a posar ao lado da representante israelense.

Como de costume, alguns dias antes do evento principal todos as candidatas desfilariam para os jurados encarregados de selecionar as semifinalistas. Dois prêmios especiais seriam entregues durante a competição: o de Melhor Traje Típico para a Miss Espanha, María del Rocío Martín, e o de fotogenia, que para surpresa de muitos iria para a filipina Margie Moran, uma escolha que alimentaria a tese que a candidata estava sendo favorecida pela organização.

No dia 21 de julho, a 22º edição do Miss Universo seria realizada no magnífico Odeon de Herodes Atticus, um anfiteatro com mais de dois mil anos ao pé da Acrópole de Atenas. Para assistir a competição ao vivo, os 5.000 espectadores tiveram que desemborsar um valor considerável devido ao altíssimo preço do ingresso. Apresentado por Bob Barker e Helen O'Connell, o evento seria visto pela primeira vez nos Estados Unidos devido à diferença horária apenas no dia seguinte, transmitido em videotape pela rede CBS em colaboração com a televisão estatal grega. Apesar de alguns problemas acústicos por ser ao ar livre, esta edição entraria para história do concurso como uma das melhores jamais realizada.

A bancada de jurados era formada pelo ator francês Jean-Pierre Aumont; o toureiro espanhol Manuel Benítez Pérez, conhecido como El Cordobes; a atriz e bailarina Ginger Rogers; o ator alemão Horst Buchholz; o jornalista brasileiro Cid Varela; o jogador de basquete Walt Frazier; o empresário grego Herakles Mathiopoulos; a estilista japonesa Hanae Mori; a atriz britânica Lynn Redgrave; o jornalista e colunista Earl Wilson; e Apasra Hongsakula, Miss Universo 1965.
Tendo como pano de fundo a imponente acrópole de Atenas, o espetaculo iniciaria com as concorrentes entrando em cena com seus trajes nacionais para o Opening Number. Após entregar o próprio voto para a eleição da Miss Simpatia, as candidatas se apresentariam uma a uma ao público no tradicional Parade of Nations. A conclusão do segmento, Bob Barker anunciaria a vencedora do prêmio: Miss Chile, Jeanette Robertson.

Depois da apreciar em vídeo uma última vez todas as candidatas em traje de banho durante um cruzeiro no Mar Egeu, estas retornariam ao palco usando um chiton, uma antiga túnica grega, para assistir ao anúncio do Top 12. Este era: Miss India, Farzana Habib; Miss Argentina, Susana Romero; Miss Brasil, Sandra Mara Ferreira; Miss Filipinas, Margie Moran; Miss Israel, Limor Schraibman; Miss USA, Amanda Jones; Miss Colômbia, Ana Lucía Agudelo; Miss Japão, Miyoko Sometani; Miss Espanha, María del Rocío Martín; Miss Líbano, Marcelle Herro; Miss Grécia, Sicta Papadaki; e Miss Noruega, Aina Walle.

Um grupo de semifinalistas bastante equilibrado, com quatro candidatas das Américas, cinco da Europa e do Oriente Próximo, e três orientais, mas que desagradaria muitos seguidores do concurso sobretudo pela exclusão de uma das grandes favoritas, a Miss Alemanha.

Após a breve entrevista, as semifinalistas competiriam em traje de banho, que porém, devido a proibição do Instituto Arqueológico Grego em respeito à sacralidade do lugar, seria realizada em um local adjacente ao anfiteatro. Depois de um novo intervalo, as semifinalistas desfilariam entre ruínas do antigo Odeon em traje de gala.

Em seguida, Bob Parker revelaria ao público os nomes dos 5 finalistas. Estas eram: Miss USA, Amanda Jones; Miss Filipinas, Margie Moran; Miss Noruega, Aina Walle; Miss Israel, Limor Schraibman; e Miss Espanha, María del Rocío Martín.

A plateia, composta em grande parte por americanos, acolheu com entusiasmo a classificação da sua conterrânea, mas não faltaram também as vaias. A exclusão de todas as semifinalistas latino-americanas, Brasil, Argentina e Colômbia, assim como a da bela Miss Líbano, não era aguardada pelos seus admiradores. Noruega e Espanha chegavam somente pela segunda vez à fase final, depois de mais de uma década de espera.

Durante o último segmento da competição, um mal-entendido sucedido com a Miss Israel, considerada até então uma séria candidata à coroa, faria desvanecer as suas chances de vitória. Acreditando estar apta a responder a pergunta em inglês, ela renunciaria a ajuda de um intérprete, mas não conseguindo entender a questão teve que atender o fim da rodada. Em seguida, agora com um intérprete ao seu lado, ela entenderia a questão e, dispensando a ajuda do tradutor, responderia afanosamente à pergunta, irritando Bob Barker pela perda de tempo.

A esse ponto, só restava anunciar a decisão final dos jurados. Esta era: 4th runner-up, Miss Israel, Limor Schraibman; 3rd runner-up, Miss Espanha, María del Rocío Martín; 2nd runner-up, Miss Noruega, Aina Walle; 1st runner-up, Miss USA, Amanda Jones; e Miss Universo 1973, Miss Filipinas, Margarita “Margie” Moran.

Como de tradição, a nova Miss Universo seria coroada pela sua antecessora, a australiana Kerry Anne Wells. Como vencedora da competição, Margie ganharia US$ 10.000, um contrato com a organização no valor de US$ 10.000, além uma infinidade de outros valiosos prêmios.

Apenas quatro anos depois do triunfo de Gloria Diaz, as Filipinas conquistariam com Margie Moran o seu segundo título. Além da coroa, Margie se tornaria também a segunda Miss Universo a ter vencido o prêmio de fotogenia, depois de Margareta Arvidsson em 1966. No entanto, muitos criticariam a sua vitória, acusando a organização de ter negociado o titulo em troca da realização da próxima edição do concurso nas Filipinas. A derrota de Amanda Jones na reta final, a segunda de uma representante americana em quatro anos, seria devido, segundos seus numerosos fãs, ao temor da organização de desagradar o público americano mais conservador. Por causa do cancelamento do Frøken Norge, Aina Walle seria a última vencedora oficial do concurso a concorrer ao Miss Universo, até a retomada do certame muitas anos depois. A Noruega entraria novamente no Top 5 apenas em 1990, conquistando a coroa finalmente com Mona Grudt. A excelente classificação da espanhola María del Rocío Martín seria rapidamente superada pela vitória de Amparo Muñoz na edição seguinte, enquanto Israel teria que esperar ainda três anos antes de vencer, graças a Rina Messinger, o tão cobiçado título.

Uma semana após o concurso, a Grécia aboliria definitivamente a monarquia com um referendo constitucional, transformando-se numa república. Sob a pressão popular, e degastada pela invasão turca de Chipre, a Ditadura dos Coronéis chegaria ao fim exatamente um ano depois.

Maria Margarita Roxas Moran, mais conhecida como Margie Moran, nasceu em 15 de setembro de 1953 em Mandaluyong, uma cidade da região metropolitana de Manila. Uma dos oito filhos de uma das famílias mais tradicionais e poderosas das Filipinas, seu avô, Manuel Roxas, tinha sido o primeiro presidente do país quando o arquipélago conquistou a independência dos Estados Unidos. Fluente em inglês e espanhol, Margie tinha apenas concluido o ensino secundária e trabalhava como modelo e bailarina quando, cedendo à insistência de amigos e familiares, concorreu ao Binibining Pilipinas. Ao vencer o Miss Universo, ela dedicaria a sua vitória aos pais. Após declarar à imprensa a sua admiração por Richard Nixon, ela receberia uma carta de agradecimento do presidente americano. Ao retornar às Filipinas, seria recebida por uma multidão exultante no Aeroporto Internacional de Manila, desfilando em seguida em carro aberto pelas ruas da cidade, aclamada com uma chuva de confetes e pétalas, até o palácio do governo, onde seria recebida pelo presidente Ferdinand Marcos e pela primeira-dama, Imelda. Durante um encontro com a imprensa, Margie se posicionaria a favor da Lei Marcial, imposta por Marcos após se autodeclarar presidente vitalício das Filipinas. Confirmando os rumores que circulavam desde o confinamento das candidatas em Atenas, o governo filipinos investiria uma fortuna para sediar a 23ª edição do concurso no ano seguinte.

O Miss International 1973 seria realizado em outubro no Exposition Hall Fairgrounds de Osaka. Apenas duas candidatas presentes em Atenas participariam do concurso, Miss Dinamarca, Anette Grankvist, e Miss Irlanda, Pauline Fitzsimons, e ambas chegariam às semifinais.

O Miss Mundo 1973 seria realizado em novembro no Royal Albert Hall de Londres. O concurso seria vencido pela americana Marjorie Wallace, que seria porém destituída do cargo por não representar a imagem pública solicitada pela organização em março do ano seguinte. Apesar disso, ela conservaria o titulo, dado que não seria substituida por nenhuma das finalistas. Melhor sorte teriam desta vez Veronica Ann Cross, Miss Reino Unido e Miss Inglaterra em Atenas, 5th runner-up, e Pamela King, Miss Nova Zelândia, semifinalista, diversamente das representantes da Austria, Roswitha Kobald, Bélgica, Christiane Devisch, Bermudas, Judy Richards, Canadá, Deborah Ducharme, França, Isabelle Krumacker, México, Rossana Villares, Miss Singapura, Debra de Souza, e Sri Lanka, Shiranthi Wickremesinghe.

O Miss Europe 1973 deveria ser realizado inicialmente na Alemanha em setembro, mas só aconteceria em janeiro de 1974 em Kitzbühel, nos Alpes austríacos. Miss Holanda, Anke Maria Groot, venceria a competição, com a futura Miss Universo 1974, a espanhola Amparo Muñoz, como sua 1st runner-up. Outras três candidatas do Universo 1973 completariam o Top 5: Miss Grécia, Sicta Papadaki, 2nd runner-up, Miss Bélgica, Christiane Devisch, 3rd runner-up, e Miss Suíça, Barbara Schöttli, 4th runner-up. Miss Portugal, Carla dos Santos Paiva, seria Top 7, o que não aconteceria com as candidatas da Austria, Roswitha Kobald, Finlândia, Raija Kaarina Stark, França, Isabelle Krumacker, Irlanda, Pauline Fitzsimons, e Luxemburgo, Lydia Maes.

No Miss Escandinávia 1974, a sueca Monica Sundin venceria o titulo, com a finlandesa Raija Kaarina Stark como sua 2nd runner-up.

Miss França, Isabelle Krumacker, seria semifinalista no Miss International 1975.

Miss Alemanha, Dagmar-Gabrielle Winkler, parteciparia de vários concursos nos anos seguintes, classificando-se em 2° lugar no Miss Internacional 1977, no Miss Mundo 1977, e no Miss Europe 1978. Mesmo sem ter vencido nenhum destes, ela se tornaria a representante do seu país mais bem sucedida da década de 1970.

Após concluir o seu reinado, Margie Moran se diplomaria em Administração de Empresa pela Universidade de Boston, e faria o seu um mestrado na Universidade de Londres. Ao voltar às Filipinas, ela gerenciaria várias empresas de sua propriedade, e apresentaria alguns programas de televisão. Nesse meio tempo, Margie se casaria com um influente político filipino, com o qual teria duas filhas, mas depois de 30 anos o matrimônio chegaria ao fim. Graças ao seu trabalho junto a diversas entidades filantrópicas, e como patrona do Southern Philippines Foundation, ela seria nomeada em 2018 pelo presidente Rodrigo Duterte membro do Organismo de Promoção Cultural das Filipinas, do qual seria eleita em seguida diretora.

Miss Ceilão, Shiranthi Wickremesinghe, se casaria com o futuro presidente do atual Sri Lanka, Mahinda Rajapaksa, desempenhando as funções de primeira-dama do país de 2005 a 2015.

Miss Alemanha, Dagmar-Gabrielle Winkler, seria eleita em 1994 para o parlamento alemão, onde atuaria como secretária de estado no Ministério de Economia e Tecnologia, e em seguida no Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento.

 

A direção da Organização Miss Brasil Universo já decidiu que os concursos estaduais do ciclo do Miss Brasil 2020 serão antecipados para o período de agosto a dezembro de 2019. A meta é faze com que o primeiro semestre seja dedicado à realização dos concursos municipais, informou uma fonte da coordenação. O primeiro Estado a anunciar antecipação de data foi o Riu Grande do Sul. A data ainda não foi anunciada pela coordenação estadual.
Outras coordenações, no entanto, preferiram adotar a cautela na marcação das datas dos certames do Miss Brasil 2020, que vai credenciar a representante do país para a 69ª edição do Miss Universo, a ser realizada no final do próximo ano. Um dos coordenadores disse que prefere esperar o anúncio oficial do calendário dos estaduais a ser feito pela Polishop e pela Band, sócias na Organização Miss Brasil Universo ao lado da IMG, em meados de maio, dois meses depois de Mayra Dias, 27, já ter feito sua sucessora.

A Organização Miss Brasil Universo disse que não vai comentar “iniciativa isolada de coordenação estadual”, em referência ao caso do Rio Grande do Sul. Band e Polishop chegaram a pedir segredo das informações relativas à preparação da próxima edição do Miss Brasil e exigir atenção só para o Miss Brasil 2019, que acontece no sábado (9), no São Paulo Expo, na zona sudeste de São Paulo. Na prática, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo já iniciaram as eleições de suas candidatas municipais meses antes do Miss Brasil 2019 e suas informações são de conhecimento público. O calendário de concursos municipais deve ser retomado na quarta-feira  (20), com a eleição da candidata de Aracaju para o Miss Sergipe 2020. No Pará, a coordenação de Marabá (698 km ao sul de Belém) abriu inscrições para a etapa municipal do Miss Brasil 2020.

Está longe de acabar a novela da data da realização da 65ª edição do concurso de Miss Brasil. A Rede Bandeirantes e a Polishop, empresas organizadoras do evento, ainda não fecharam questão sobre que data vão usar para a eleição apressada da sucessora da amazonense Mayra Dias, 27. A emissora defende a realização do concurso no dia 9 de março, mas a empresa de varejo trabalha com a data de 16 de março, um sábado, para acomodar uma convenção de vendas, ainda não agendada.
A queda de braço entre Band e Polishop tem a ver com o final do contrato de transmissão do Miss Universo com a emissora paulista, que vence em 2020. Desde 2012, a Band tem desinvestido sistematicamente nas coberturas do concurso internacional, não enviando jornalistas para as cidades-sede, prejudicando o desempenho das candidatas brasileiras. Em dezembro, a Band não mandou ninguém para apoiar Mayra em Bangcoc.

Um grupo de coordenadores estaduais recebeu uma circular da Polishop informando da realização do Miss Brasil 2019 no dia 9 de março, no São Paulo Expo, na zona sudeste da capital paulista. O local foi usado para o Miss São Paulo 2019, realizado em outubro. Procurada, a Band não se manifestou.
 
 
O Grupo Bandeirantes de Comunicação e a Polishop fecharam questão quanto ao mês de realização da 65ª edição do concurso de Miss Brasil. Inicialmente, as duas empresas trabalham com a realização do evento no dia 30 de março, mas tudo vai depender de negociações a serem conduzidas com governos de Estados e prefeituras que manifestarem interesse antes do dia 1º de dezembro. Esse é o prazo limite, inclusive para equipers de transição de governadores eleitos ou reeleitos acertarem alguma coisa em relação à realização da etapa brasileira do Miss Universo 2019 no Estado interessado.
A Organização Miss Brasil Universo, joint venture de Band e Polishop, vai esperar passar a refrega eleitoral do segundo turno, marcado para o domingo (28) para, aí sim, iniciar as trativas com equipes de transição de governadores eleitos e governadores reeleitos para decidirem como será a oferta do projeto de sede do Miss Brasil para cada Estado. Se todas as tratativas derem certo, o contrato de organização deverá ser assinado ainda em novembro, antes do embarque da Miss Brasil 2018 Mayra Dias, 27, para competir na 67ª edição do Miss Universo, a ser realizada daqui a dois meses, na Impact Arena em Bangcoc.
O Rio Grande do Sul será o último Estado a eleger candidata para o Miss Brasil 2019, no sábado, 23 de fevereiro. Missólogos especulam que o Estado deverá ter algum tipo de vantagem para sediar o concurso nacional. Nenhuma cidade da região sul sediou o Miss Brasil desde sua criação, em 1954. Juntos, os três Estados da região – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – tem 22 títulos de Miss Brasil e participações no Miss Universo.
Desde 2017, a Polishop tem feito um esforço para tirar o Miss Brasil da cidade de São Paulo e levá-lo a polos turísticos, como foi o caso de Ilhabela. Em 2018, Mangaratiba, na Costa Verde fluminense, recebeu atividades preliminares do Miss Brasil, A final que culminou na eleição de Mayra ocorreu no dia 26 de maio, no Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro.